Não sei se é justo ou correcto vir escrever sobre algo tão tonto aqui, mas é preferível do que acordar-vos a mandar uma mensagem a esta hora, ou simplesmente deixar passar isto em branco sem vos dizer nada.
Estive a ver uma série japonesa chamada "Absolute Boyfriend". A história é sobre um cientista que criou um robot do amor. Uma rapariga que não tem sorte nenhuma no que respeita a amor vai lá e escolhe o namorado ideal, com as características que ela quer. E, depois de o programarem para agir conforme as escolhas da rapariga vão levá-lo lá a casa.
Apesar dos grandes esforços do robot para fazer com que a rapariga goste dele, ela vai gostando sempre de pessoas do trabalho, sendo a última grande paixão o seu patrão. Pois para ela é completamente impossível apaixonar-se por um robot.
O robot vai tendo necessidade de ser reparado e passa por coisas muito difíceis, mas não desiste nunca e continua sempre a dizer que a ama. Até que começa a ter a sua vontade própria e os cientistas não o conseguem controlar. O cientista que o criou, porém compreende que ele não é só um robot e que começou a ter vida própria e um coração quente, como qualquer ser humano. E decide omitir ao dono da empresa. O robot sente amor e sente dor, quando sabe que o patrão da sua "namorada" gosta dela, e que ela já gosta dele há muito tempo. Mas entretanto ela começa a apaixonar-se pelo robot.
O dono da empresa fica a saber que o criador do robot tem andado a esconder este tipo de informação e proibe-o de contactar o robot ou a rapariga e afasta-o daquele projecto.
Os outros trabalhadores da empresa enganam a rapariga a dizer que vão só arranjar umas coisas no robot, quando na verdade o vão reiniciar e ele vai perder toda a sua memória e começar do zero.
Mas, felizmente, tudo acaba por ser em vão, pois apesar de a rapariga e o criador do robot não conseguirem chegar antes de os trabalhadores carregarem no botão para apagar a memória, a mesma não consegue ser apagada pelo amor que o robot sente pela rapariga. O sentimento é tão forte, que a eliminação da memória dá erro e ele levanta-se e sai. Depois de uma longa explicação, o dono da empresa acaba por deixar o robot ao cuidado do criador, em vez de o desmantelar.
As coisas correm bem, eles ficam mesmo felizes por estarem juntos. As pessoas descobrem que ele é um robot, mas ficam felizes à mesma.
O que ninguém sabe, nem a rapariga nem o criador, é que o chip principal do robot está quase a ficar queimado, o que significa o fim do robot e perda total do mesmo. Sem qualquer hipótese de arrranjo. Simplesmente aquele robot não pode funcionar. Quando o chip já está no 1%, o robot agradece ao seu criador por o ter criado, porque assim foi-lhe permitido ser amado pela rapariga. Ele escreveu tb uma carta ao patrão da rapariga, para que cuidasse dela e que quando ela chorasse ele estivesse a seu lado.
Na manhã seguinte, o criador vai a casa da rapariga e diz-lhe que o robot nunca mais vai voltar. Diz ainda que aconteceu um milagre. Ele gravou uma mensagem para ela.
Foi num dia em que iam sair. Ele estava à espera dela e falou frente a um espelho, disse que queria que ela seguisse o seu sonho, que sabia que ela ia conseguir, disse que a amava e disse ainda que ela tinha de seguir a vida com um sorriso na cara, porque o sorriso dela alegrava toda a gente. Entretanto ela chegou e ele disse que ela estava mais bonita do que nunca e voltou a dizer que a amava, ela perguntou porque é que ele tinha dito aquilo tão de repente. Ele pediu-lhe para darem as mãos e ela acedeu. A gravação acaba aí.
3 semanas mais tarde, a rapariga vai para Paris com o seu chefe seguir o seu sonho, as leva o chip com a gravação que o robot fez.
É incrivelmente triste e chorei tanto tanto. Pode ser tonto e é um texto muito grande sem dúvida mas senti que tinha de partilhar isto com vocês. Desculpem.

Esta imagem é quando o chefe se declara à rapariga e a rapariga diz que já gosta dele há muito tempo. O robot sente no peito a dor.
A vossa chorosa,
Lita Beezzy
Sem comentários:
Enviar um comentário